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Pagar a faculdade: uma situação mais simples do que parece

É comum ouvirmos relatos de muitos estudantes que têm o sonho de conquistar um diploma da graduação, mas o medo de não conseguir pagar a faculdade os impede até mesmo de prestar o vestibular.

Se esse é seu caso, saiba que arcar com os custos do curso universitário pode ser mais fácil do que parece, desde que você tenha plena consciência de quais são eles e siga alguns passos essenciais de organização pessoal.

Então, o objetivo deste post é mostrar a você alternativas para pagar a faculdade e dar dicas para você fazer um bom planejamento financeiro! Acompanhe as próximas linhas.

Quais custos considerar para cursar a faculdade?

Um curso universitário envolve diversos custos fixos que devem ser considerados na hora de pagar a faculdade. É importante conhecê-los para calcular seus gastos gerais com a graduação a cada mês. Eles envolvem tanto necessidades atreladas ao curso quanto itens pessoais e domésticos.

Mensalidade

No caso de uma universidade particular, estar em dia com a mensalidade é essencial para que você garanta sua matrícula no curso. Por isso é importante não ser pego de surpresa. Procure conversar com as secretarias de cada instituição de seu interesse sobre os valores totais a serem pagos, incluindo taxas de matrículas, encargos, datas etc.

Deslocamento

Veja quanto gastará para deslocar-se até a instituição. Se morar em outra cidade, calcule os custos do transporte coletivo, serviços de ônibus fretados, caronas compartilhadas, combustível (caso vá com carro particular).

O mesmo vale para o deslocamento em sua cidade, especialmente se viver numa metrópole. Em qualquer caso, avalie a alternativa mais viável e barata.

Moradia

Entrar na faculdade, muitas vezes, implica que você vá morar em outra cidade. Dessa forma, somam-se gastos com aluguel, luz, água, internet, manutenção, entre outras despesas. Uma boa alternativa são as repúblicas e moradias estudantis. Como os custos são compartilhados entre os moradores, as contas acabam sendo menores.

Materiais e atividades pedagógicas

Em qualquer curso, você deve considerar despesas com materiais didáticos, xerox, instrumentos, uniformes etc. Além disso, a participação em algumas atividades pedagógicas, como palestras, congressos e feiras de profissões, é essencial para sua formação, mas geram custos.

Alimentação

Considere os gastos com alimentação (lanches, almoço, jantar), de acordo com seu período de estudo. Veja se é mais viável comer fora ou se há como levar sua marmita. No caso de morar sozinho, calcule também quanto gastará com as compras do mês.

Como pagar a faculdade com pouca grana?

Agora, elencamos algumas das principais formas de financiamento estudantil e comentamos a importância dos estágios para ajudar a levantar dinheiro. Dê uma olhada!

Prouni

O Programa Universidade para Todos (Prouni) foi criado pelo governo federal, em 2004, para oferecer bolsas integrais ou parciais para cursos de graduação e sequenciais em universidades privadas. As seleções ocorrem semestralmente e podem concorrer estudantes que ainda não tenham curso superior.

As bolsas integrais são concedidas aos estudantes cuja renda familiar bruta é de até um salário mínimo e meio ao mês. As bolsas parciais, por sua vez, vão para estudantes com renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos.

As inscrições são gratuitas e acontecem pelo site do Prouni. Ao realizar o cadastro, os candidatos optam por até duas opções de curso, instituição e turno, em ordem de preferência. Se não forem contemplados na primeira chamada, há a opção de ficar em lista de espera.

Fies

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) surgiu em 1999, também por iniciativa do governo federal, para financiar a graduação de estudantes com poucas condições econômicas em universidades privadas.

O Fies permite que o estudante solicite o financiamento de 10% a 100% do curso, e o pagamento só começa a ser feito depois da formatura. Se você já estiver trabalhando, as parcelas serão descontadas diretamente do seu salário, mas não poderão exceder 30% do valor bruto.

No ano passado, o Fies foi reformulado e agora é dividido em 3 modalidades, com diferentes taxas de juros, conforme a renda familiar de cada estudante. Em alguns casos, os contratos são assinados sem juros.

Para participar, a renda familiar do estudante deverá ser de, no máximo, 5 salários mínimos ao mês. O processo seletivo acontece por meio de inscrição pelo site do Fies. Os chamamentos também acontecem a cada semestre.

Financiamento estudantil de bancos e empresas de crédito

Caso você não tenha perfil para ingressar nos programas de acesso ao ensino superior do governo, poderá recorrer aos bancos e empresas de crédito. Embora os juros sejam maiores que os do Prouni e Fies, por exemplo, vale muito a pena porque são bem abaixo dos praticados em um empréstimo tradicional.

Vale lembrar que as condições do financiamento bem como as taxas de juros variam de banco para banco ou empresa de crédito, e você precisa seguir as exigências de cada instituição.

Programas de bolsa de estudos

Algumas instituições de ensino contam com seus próprios financiamentos. Essas iniciativas podem acontecer em parceria com bancos, empresas de crédito ou ser programas específicos de cada universidade.

Um exemplo desses programas de descontos é o PRO-UNIGRAN, que possibilita o pagamento de apenas 50% das mensalidades da graduação presencial durante o período de estudos. O restante será pago após a conclusão do curso e terá como prazo o mesmo tempo de estudo.

Estágios remunerados

Uma vez na universidade, os estágios remunerados são excelentes alternativas de renda. Além de ganhar experiência no mercado de trabalho, você pode poupar esse dinheiro, se estiver em algum financiamento, ou mesmo ir quitando as mensalidades.

Além disso, fique atento aos programas de estágio na própria instituição. Nesse caso, você pode se tornar um aprendiz nos próprios departamentos da sua universidade e, em troca, receber uma bolsa de estudos durante o período em que estiver no estágio.

Como fazer um planejamento financeiro?

Pagar a faculdade ficará bem mais fácil se você tiver um planejamento financeiro. Além de conhecer os custos gerais da graduação, você precisa saber de quanto dinheiro dispõe mensalmente, como fazê-lo render e, se possível, encontrar novas fontes de renda.

Então, veja algumas dicas para você começar a fazer seu planejamento desde já.

Tenha uma reserva financeira

Se você pretende cursar uma faculdade, é importante começar a guardar dinheiro. Veja com seus pais as melhores formas de aplicação no seu banco e faça uma poupança ou investimento para fazer seu dinheiro render. Assim, mesmo que você entre em algum tipo de financiamento estudantil, na hora de começar a pagar, não ficará tão apertado, já que usará sua reserva.

Controle suas despesas

Tenha um controle rigoroso de suas despesas. Procure fazer planilhas com tudo o que você gasta no mês e estabeleça um teto para cada item no seu orçamento. Algumas despesas são fixas, como a própria mensalidade da faculdade, aluguéis e transporte. No entanto, outras são variáveis, e você pode encontrar alternativas para diminuí-las.

Evite gastos supérfluos

A vida universitária corresponde a alguns dos melhores anos das nossas vidas. E dá para aproveitar muito sem se atrapalhar. Você tem o direito de sair com os amigos, participar das festas incríveis e de, eventualmente, viajar. Porém, não se esqueça de que tudo isso não pode derrubar seu orçamento. Então, lembre-se de que organizando direitinho todo mundo se diverte.

Viu como pagar a faculdade não é um bicho de sete cabeças? Basta pôr na ponta do lápis os custos envolvidos, fazer um bom planejamento e considerar todas as possibilidades de financiamento. Afinal de contas, esse é um investimento para toda a vida, não é mesmo?

Bem, se você gostou deste post, mostre-o aos seus amigos que também desejam cursar uma faculdade, mas estão preocupados com a parte financeira. Compartilhe já em suas redes sociais!

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