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Grade curricular: o que é e como analisá-la da melhor forma?

Muitas pessoas consideram a grade curricular apenas um detalhe do curso escolhido. No entanto, elas se esquecem de que esse é um ponto fundamental na preparação dos alunos para o mercado de trabalho.

Embora outros fatores também contribuam para isso, como a qualidade do corpo docente ou a experiência do estágio, não dá para negar que contar com uma boa estrutura curricular faz toda a diferença no período da faculdade.

Quer saber mais? Aproveite para ler o post a seguir e descubra como avaliar melhor esse assunto!

O que é uma grade curricular?

Em primeiro lugar, a grade curricular é a organização de todas as disciplinas que serão estudadas durante um determinado curso (o que vale para faculdade, pós-graduação, entre outros). Portanto, ela funciona como um documento de consulta para os alunos e futuros alunos saberem quais são os assuntos abordados naquela formação.

Quando uma instituição de ensino vai regulamentar o seu curso no MEC (Ministério da Educação), é essencial que ela possua essa estrutura bem-definida. Caso contrário, o órgão não tem como analisar se o curso cumpre os requisitos e se pode ser oferecido ou não.

Se for autorizado, é preciso que toda a grade curricular prevista seja cumprida até o final do curso — tanto pela faculdade, quanto pelo aluno que pretende obter a certificação.

Como ela é organizada?

Para entender mais sobre a montagem do currículo de disciplinas de um curso, vale voltar um pouco na história da educação no Brasil. Em 1968, aconteceu a Reforma Universitária, que introduziu o regime de matrícula por disciplinas (antes disso, o regime seriado apresentava um rol de matérias obrigatórias, como ocorre na Educação Básica).

Então, as instituições de Ensino Superior começaram a ofertar seus cursos seguindo a ideia de créditos, na qual o estudante deve cumprir três tipos de disciplinas:

  • obrigatórias: todas as matérias que precisam ser cursadas por exigência do curso;
  • eletivas: temas que podem ser escolhidos pelo aluno, normalmente entre as matérias que são oferecidas pelos demais cursos da instituição;
  • opcionais/optativas: matérias que fazem parte do plano pedagógico do curso e que podem ser escolhidas pelo aluno para completar a carga horária exigida.

Isso garantiu maior liberdade para todos, ainda que a presença dos temas compulsórios não abra tanto espaço assim. A grande vantagem é poder considerar os interesses de cada pessoa na sua própria capacitação. Especialmente ao final de um curso superior, é natural que cada um queira dar um foco diferente à sua formação.

Outro detalhe relevante é a existência de pré-requisitos para algumas das disciplinas, o que influencia a estrutura da grade. Alguns conteúdos não podem ser ministrados antes de oferecer uma base ao aluno, o que muitas vezes impede que ele faça matérias apenas de acordo com as suas preferências.

Por exemplo, em um curso de Administração, é comum encontrar pelo menos duas disciplinas de Contabilidade. Porém, elas seguem uma ordem lógica para que o aprendizado seja progressivo, não fazendo sentido cursar Contabilidade II antes de Contabilidade I (ou ao mesmo tempo).

Seguindo a mesma ideia, os dois últimos tipos de disciplinas costumam aparecer nos semestres finais, depois que o aluno já teve uma boa fundamentação sobre a área do conhecimento estudada.

Como avaliar a grade curricular de um curso?

Para finalizar, a importância da existência da grade curricular não é somente servir de guia para a instituição de ensino ou de base para conseguir a autorização do MEC. Ela é a maior referência de conteúdo para o candidato que pretende investir em determinado curso.

Logo, fazer uma análise prévia da sua composição é uma preocupação que todos os estudantes deveriam ter. Essa certamente é a melhor forma de conhecer a proposta de cada curso, ajudando inclusive a decidir entre uma opção e outra.

Diante disso, separamos algumas dicas para ajudá-lo nessa missão. Confira:

Pesquise o conteúdo das matérias ofertadas

Não basta apenas abrir o documento da matriz curricular e ler todos os tópicos que serão estudados ao decorrer do curso. Se você tem interesse pela área e por seguir essa profissão, o ideal é que você pesquise o que cada disciplina vai oferecer de material.

Aliás, muitos dos nomes podem ser desconhecidos, o que reforça a necessidade de saber como aqueles assuntos podem contribuir para a sua formação. Nesse momento, é hora também de refletir se é isso mesmo o que você deseja fazer.

É claro que uma matéria ou outra pode não ser tão agradável assim — isso é uma situação recorrente. O importante é que o todo agrade e que faça você ficar ainda mais motivado para começar a estudar.

Converse com alunos do curso

Conversar com pessoas que fazem ou já fizeram o mesmo curso é outra maneira legal de descobrir se a grade curricular é interessante ou não. A opinião delas é capaz de transmitir uma experiência mais próxima, ajudando-o a identificar vantagens e desvantagens.

Vale lembrar que o ponto de vista de cada um é único, sendo que a vivência de um outro estudante talvez seja completamente diferente da sua (até porque cada um tem gostos e olhares distintos). Mesmo assim, coletar várias referências e informações é sempre bom para construir a nossa própria percepção.

Analise as possibilidades de optativas

Se você já é uma pessoa focada e sabe bem o que quer, essa análise da grade curricular será crucial para identificar se as disciplinas optativas realmente oferecem aquilo que você está buscando.

Esse pode ser um diferencial para escolher entre uma instituição de ensino e outra, pois é bastante provável que os alunos optem pelos assuntos que eles julgam mais atraentes, não é mesmo? Outros fatores também pesam nessa decisão, mas ter uma opção de curso mais interessante, com certeza, é um ponto positivo.

Analise o mercado de trabalho

Por último e não menos relevante, pesquise sobre o mercado de trabalho da profissão que você escolheu. Será que as disciplinas do curso estão em sintonia com as competências procuradas nos profissionais da área?

Infelizmente, existem instituições de ensino que não se renovam com o tempo e acabam oferecendo formações um pouco ultrapassadas. Considerando o setor de tecnologia, por exemplo, estudar técnicas que já estão em desuso não faz nenhum sentido. É preciso olhar para o futuro e investir em um curso que garanta uma capacitação atualizada.

Enfim, seguindo essas dicas, você vai conseguir refletir melhor a respeito da grade curricular e fazer uma escolha mais consciente. Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Deixe seu comentário e compartilhe conosco!

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